A Ilha do Campeche aparece a pouco mais de uma milha da praia que leva o seu nome, na costa leste. De longe é uma silhueta baixa coberta de mata; de perto, o que muda primeiro é a água — o fundo passa a ser visível de cima, e é por isso que o barco costuma parar antes de a ilha ficar inteira à vista.
O que ela guarda em terra é mais raro que a água. As rochas trazem um dos maiores conjuntos de inscrições rupestres do país, deixadas por povos que ocuparam a ilha há mais de quatro mil anos, e o solo ainda tem vestígios das oficinas onde eles lascavam pedra. É sítio arqueológico protegido — e é essa proteção que explica a regra abaixo.

O desembarque tem regra, e ela é anterior ao passeio
Pisar na ilha exige autorização de visitação emitida pela Prefeitura de Florianópolis, obtida com antecedência em ilhadocampeche.pmf.sc.gov.br. Na alta temporada o número diário de visitantes é limitado, e as vagas acabam.
Sem essa autorização, a lancha fundeia e o dia acontece na água, sem desembarque. Continua sendo um bom dia — mas é outro dia, e vale saber antes de sair, não na chegada.

O que o dia costuma incluir
- Fundeio na face abrigada, escolhida pela condição do vento
- Snorkel junto ao costão, onde o fundo aparece a poucos metros
- Trilha e inscrições rupestres, quando há autorização de desembarque
- Baleia-franca entre julho e novembro, se o dia colaborar


Quando funciona
A costa leste fica clara em período de mar calmo e escurece depois de dias de vento sul. Como a visibilidade depende do mar dos dias anteriores, e não do dia em si, a decisão de parar sai a bordo, com a água à vista.
Roteiros que passam por aqui
- Passeio de Lancha Direto à Ilha do Campeche
- Passeio de Lancha à Ilha do Campeche e Costa da Lagoa
- Passeio de Lancha ao Redor da Ilha de Florianópolis



